sexta-feira, 30 de maio de 2014

Estudando sob pressão durante todo o mês de Maio

Venho relatar como foi a época de provas.
O primeiro parcial a vir foi o de parasitologia no dia 12 de maio.
Os temas até então eram sobre os protozoários e grande parte de vermes de interesse médico.
Vou detalhar o parcial oque pode ser enfadonho pra uns e interessante pra quem é estudante de medicina ou afins pra ter uma ideia de como foi. A avaliação consistiu de 10 perguntas 'al azar' acerca do tema que citei,o tempo é de 40 minutos pra responder, as perguntas são de caráter dissertativo e para mim foram as seguintes.
1.Seguimento serológico pra mulher grávida com toxoplasmose.
2.Quem é o hospedador definitivo de paludismo (febre amarela) e porque?
3.Desenhe um cisto de Giardia e suas medidas.
4.Quais são os elementos e vias infectantes de: Isosporíase, Teníase, Ascaridíase e Enterobíase
5.Leishmaniose. Como se adquire e elemento infectante.
6.Mecanismo e via de infecção de Chagas.
7.Quais são as formas de reprodução de protozoários.
8.Conceito de Cisticercose e como se adquire.
9.Clinica de enterobíase
10.Quais são as complicações de ascaridíase?
Eu soube responder todas as questões menos a primeira, não me lembrava de nenhuma forma no exame como era o gráfico das imunoglobulinas. mas no geral fiquei animado, pra mim eu já estava aprovado era só esperar o resultado. Tranquilo com parasito na mesma semana era turno de mesas finais na universidade e eu ia tentar finalizar a matéria do ano passado, saúde pública dois cuja prova final é oral acerca de todo o tema da matéria. Eu podia deixar pra lá, tentar em outro turno e me dedicar a estudar patologia pois o exame já era na outra semana e eu tinha que estudar toda a matéria dada até então, nada mais que uns centenares de páginas. Mas decidi tentar eliminar logo Saúde Publica 2 pra evitar dores de cabeça futuras e pra não deixar acumular mais e mais matérias. Estudei firme nos outros dias da semana e consegui finalizar e me sair bem no exame. Numa manhã super fria já dando o prenuncio do inverno que vem chegando eu rendi o exame no segundo módulo da universidade com a  professora Glatstein que me deixou muito a vontade, diferente das professoras de Saúde 1 ela foi muito mais maleável comigo, ela aceitava minhas respostas ditas do meu jeito, sem memorizações, e caso eu começasse a me equivocar ela intervinha e me auxiliava, por exemplo ela me perguntou quais eram os princípios de atenção médica, e eu ia dizendo. 'Equidade' (e desenvolvia exemplos pra cada um), 'qualidade', parava pensava... pensava em atenção escalonada e dai me vinha mais um princípio de atenção, 'Oportunidade'. Até que travava e tentava me lembrar e ela me ajudava perguntando. E como tem que chegar em um paciente? Eu pensava e respondia 'Integralidade'  Em momentos que eu não fluía, com perguntas ela indiretamente me ajudava a lembrar oque eu estudei como citei acima por exemplo. Fora isso ela me perguntou sobre estrutura de hospitais, aprofundou bastante em vacinações e finalizou com conceitos de epidemiologia. Embora foi tranquilo no meu caso, de uns 15 alunos só 3 aprovaram.
Tirando Saúde tive um grande alívio, menos uma!
Com o tempo apertado e a avaliação semanal de parasito na segunda e o parcial de pato na quarta eu decidi dar prioridade pra parasitologia e estudar ela no fim de semana. Parasitologia é minha maior preocupação no terceiro ano porque por bobagens você pode ficar livre e complicar toda sua vida no 4° ano já que é uma matéria chave pra ter acesso as matérias que virão ano que vem. Estudei e rendi o exame de parasitologia e fiquei com o tempo super limitado de 1 dia e meio pra estudar todo o conteúdo dado até então de Patologia a essa altura eu sentia até um certo desgaste mental de tanto estudar. Fiz o exame mais pra lá do que pra cá e finalmente respirei na quinta fazendo todas as lições de cursos de idiomas acumuladas. Na sexta saiu o resultado. Reprovado no exame de patologia. Ok... dava pra recuperar, na semana seguinte já seria a prova oque significaria mais e mais estudo pra mim em um período restrito. Passei o final de semana todo estudando, já ia pra três semanas sob ritmo intenso e pressão. Na segunda feira a professora divulgou as notas do parcial de Parasitologia eeee... eu reprovei. Na hora eu não acreditei. Tive a sensação de levar um soco no estômago. Não caia a ficha... eu reprovei nos dois parciais mais importantes de uma vez, estava com a corda no pescoço faltando quase nada pra repetir de ano. E o pior de tudo foi que eu estudei pra caraco! Em nenhum momento fiquei atoa. E mais pior ainda que era parasito a matéria que mais fazia esforço para andar nos eixos. Eu pude ver minha prova e no meu julgamento minhas respostas estavam bem feitas, mas a professora Paez, que corrigiu, era severa demais na correção. Por exemplo na questão 5 que citei acima, (Leishmaniose. Como se adquire e elemento infectante.) Eu respondi com todo cuidado que se adquiria no ato da picada do mosquito de gênero fêmea Lutzomyia nas americas ou Phlebotomus no velho mundo, e no ato ele regurgitava o parasito na picada, e ela anulou a questão porque eu escrevi parasito e o certo pra ela seria "Promastigote". Eu respondi 'parasito' porque queria evitar citar todas as sub-espécies de protozoários que podem causar Leishmaniose seja cutânea seja visceral (Ex. Leishmania brasiliensis, L.peruviana, L.donovani, L.tropica e mais outras 15) que são várias e eu obviamente não me lembro de memoria. A questão sobre desenhar o cisto de Giardia, eu desenhei impecável e coloquei a medida de aproximadamente 10 micrômetros, ela anulou porque eu não sinalizei o cisto, que tem 4 núcleos embora estivessem la bem visíveis no desenho, parede de cistos etc etc, em todas as questões por mais que estivessem corretas ela achava um defeito e anulava. Nunca bato de frente com professores porém, quis justificar todas minhas questões com prova em mãos e de frente a Dra. Paez, mas com ela não adianta, não existe posição horizontal de professor/aluno, é vertical e se insistir, ela parte pra estupidez. Ao terminar de ver meu exame agradeci e me desculpei se gerei algum inconveniente. Ao guardar o exame ela me deu conselhos de como devo estudar a matéria e me garantiu que não me perseguiria e que não tem esse perfil como professora.

 O resultado da prova me desestabilizou totalmente, eu só pensava que ia repetir, que ia perder um ano, considerava toda hora em desistir, abandonar e recomeçar ano que vem, voltar pro Brasil pelo resto do ano, e trabalhar pra tentar minimizar os gastos da minha mãe comigo até então, porque ela trabalhou todo esse período e agora mesmo enquanto você lê este texto provavelmente ela está lá trabalhando pra me manter. Eu continuei estudando patologia nos dias seguintes, mas meio que já estava me entregando, com a moral muito baixa, se eu falhasse já seria um baita golpe, ficaria na condição de livre perderia o acesso as aulas práticas, parciais futuros, o grau do exame final nessa condição se tornaria muito mais difícil de se aprovar e não me garantiria acesso ao quarto ano de medicina, ou seja, estaria tudo encaminhado pra repetir. Mas em meio a tanta pressão eu me tranquilizei mais ainda, dizia pra mim mesmo que se reprovasse de fato... Era a vida né? Afinal eu não tive capacidade e teria que voltar a fazer tudo novamente no ano que vem, trabalharia pra repor os danos, era um ano de vida perdido, mas fazer oque? Simplesmente seguir em frente. Não seria o fim do mundo. Fiz o recuperatório na quarta feira, achei muito mais difícil que o parcial, com 'perguntas armadilhas'  muitos conceitos pra completar por escrito, saiu o resultado e eu me safei até com uma nota alta, oque não acreditava até então. Recuperei Patologia! Agora falta ir conduzindo o terceiro ano e me preparar pra o fim de junho quando vou ter que render parasitologia novamente no segundo parcial e ter de recuperar o primeiro.
Uma observação a acrescentar a postagem e que pode explicar meu baixo rendimento nos exames talvez seja a saturação de atividades paralelas aliadas a medicina em si. Faço aulas de segundo nível de alemão e de francês, pratico dança folclórica na universidade e frequento a academia, isso porque não conseguia encaixar artes marciais ai rs. Enquanto isso meus amigos todos sem exceção fazem aulas particulares de reforço nas matérias de medicina. Eu não aprovo isso, porque prefiro extrair os conhecimentos das aulas já dadas e dos livros e investir meu dinheiro em cursos de idiomas ou atividades que me enriqueçam culturalmente. Alguns amigos dizem que eu sou orgulhoso e que devo começar a fazer as aulas particulares, que se o fizesse não teria esses problemas. E ai que está, tais problemas me fazem refletir... Porque fazer aulas particulares? Há duas justificativas. Primeira. A universidade é fraca, não dá aulas suficientes e por isso os alunos partem pra aulas de reforço. Ou a segunda, o nível de ensino da faculdade é alto e rigoroso a ponto de fazerem os alunos terem de apelar pra aulas de reforço pra manter a excelência acadêmica requerida pelos professores.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Impressões Iniciais do Terceiro Ano de Medicina

Como sempre muito atrasado pra esse post não? rs. Deixei passar umas boas semanas para saber bem como se desenvolve a rotina de um aluno do terceiro ano de medicina.
O terceiro ano até agora me parece ser leve mas ao mesmo tempo não é.
No primeiro semestre são apenas 4 matérias.
Anatomia Patológica. (Única matéria anual)
Parasitologia e Micologia Médica.
Medicina Psicossocial.
Epistemologia e Introdução a Investigação Cientifica.
Parasito, psico e epistemo são quadrimestrais.
Tenho a sensação de ser leve por ser apenas 4 matérias e pela pequena carga horária semanal de aulas.
Ao mesmo tempo tenho a sensação de ser pesada porque pato e parasito me roubam noites de sono de tanto ter que estudar elas.
A rotina semanal começa com parasitologia na segunda feira logo cedo.
Parasito era e é uma cátedra famosa graças a seu antigo professor titular, um tal de Dr. Pizzi, um dos infectologistas mais famosos do país, na rede você encontra entrevistas dele e tal, bom, reza a lenda que o cara era muito exigente e reprovava os alunos por capricho, pra vocês terem uma ideia, meu vizinho esta por se formar, ele estuda na unlar a mais de uma década e tudo isso, segundo ele, graças ao Dr. Pizzi responsável por ele ficar cursando Parasito por nada menos que 4 anos. Eu tenho um amigo médico formado que vive na cidade e ele me disse que quando cursou o terceiro ano a cátedra de Parasito era inflada de alunos, todos retidos pelo Dr. Pizzi. Pois bem há dois anos o Dr. Pizzi se foi da unlar e sabe se lá oque ele faz agora em Córdoba, sua sucessora e minha atual professora Dra Paez não fica atrás em marcação com os alunos. Parasito pode ser uma matéria de só meio ano, mas é super rígida, é daquelas que basta apenas um descuido de sua parte e você fica na condição de livre.
Todos os teóricos da Dra Paez são dados na hora exata não permitindo a entrada dos atrasados, que praticamente já rodaram com a falta (isso só uma faltinha) e já ficam numa situação super delicada com a matéria. A chamada parece um ritual, com todos calados e esperando seu turno pra responder, a Dra memoriza cada um pela resposta, tom de voz, rosto e sinalização com a mão no anfiteatro, se ela suspeita que a pessoa esta falando pela segunda vez se passando por um amigo ela pede o rg do aluno pra comprovar que é ele mesmo.  Eu acho isso uma grande perda de tempo da aula, mas quem determina as coisas é ela né. Durante a aula não é permitido nem um piu, se alguém tira uma dúvida ela responde solicitamente, mas se ela já explicou anteriormente ou em outra aula, ela começa a perguntar para o aluno e o cobra, se sentir desafiada pode chegar a persegui-lo na aula com perguntas, perante essa esfera de temor quase ninguém fala nada, parece um clima militar a aula, fora isso ela sabe muito! E o aluno obedecendo seus preceitos e prestando atenção absorve muito da aula! As aulas são muito boas, ah ela não permite que ninguém saia ou entre da sala, nem que seja pra ir no banheiro!! E as aulas são longas...
Depois do teórico onde se abordam algumas parasitoses importantes vem o seminário abordando temas não tão expressivos como os de um teórico, Uma semana sim uma semana não somos submetidos a uma avaliação, por exemplo se vimos doença de chagas e leishmaniose no teórico anterior, nos é cobrado na avaliação a desenvolver por escrito coisas sobre essas parasitoses.
Parasito, uma quadrimestral na qual estudamos um livro por mês =~
Depois da aula de parasito ainda na segunda pela noite vem a aula de psicossocial, não tenho muita coisa a dizer de psicossocial, parece ser uma matéria normal e tranquila.
As quartas temos os práticos de Pato, a cátedra tem docentes em abundancia e os alunos são divididos em muitas comissões oque gera um número pequeno e temos uma patóloga só para nós! Os práticos são muito bons se aborda de tudo que vimos no teórico e eu aproveito pra tirar tooodas as minhas dúvidas, abusos e curiosidades acerca do tema, se parasito não me toma muito tempo de estudo me dedico mais a pato vou mais fundo e anoto todas as minhas dúvidas, em todos os práticos somos submetidos a avaliações, se reprovar em três, já era. O ponto ruim dos práticos é que eles são dados na universidade, não tem morgue semanalmente! Parece que algumas comissões sim tem sempre prático no hospital, mas isso não é meu caso. Se deixam acumular semanas e ai sim vamos a morgue no hospital e vemos as peças, macro e micro, eu acho isso um ponto negativo. O bom é que temos duas patólogas cordobesas (Dras Szlabi e Alanis na minha comissão) que se revezam e dão práticos interativos, explicam bem e são muito boas. A Dra Alanis até o momento tem sido mortal nas avaliações de prático, dificílimas! rs.
As quintas no período noturno temos Epistemo, e também até o momento me pareceu uma matéria tranquila e normal, nada que supere parasito ou pato, nada a declarar.
E na sexta logo cedo temos o largo teórico de patologia.
A grande diferença que eu sinto ao cursar o terceiro ano de medicina é que parece que agora começou mesmo a medicina, sabe? É que os dois primeiros anos... foram ótimos mas aprendemos aprofundadamente sobre o corpo são, seu funcionamento em geral, agora sim começam as doenças, agora vemos tudo menos corpo são, é doença que não acaba mais, todos os dias aprendendo inúmeras complicações do corpo, agora chovem e saltam novas palavras pra mim, um novo vocabulário vai surgindo, o vocabulário médico, e tem que saber bem ele e dominar o vocabulário comum também porque ano que vem começa o ciclo clinico e vamos ter que explicar oque acontece para os pacientes.
Por exemplo, me imaginando chegando em um paciente chagásico...
Sr. 'tal tal' o sr. sofre do mal de chagas.
Ah e oque causa isso e como peguei?
O agente etiológico é um protozoário chamado tripanosoma cruzi, ele é o responsável pela sua febre, adinamia e explica sua adenopatia, bom... O senhor foi infectado pela picada causada por um triatoma infestans que é hematófago e defecou provavelmente sobre sua pele tripomastigotes metacíclicos infectantes que migraram pra picada provavelmente porque o senhor se coçou sem perceber e eles invadiram seu organismo.
Depois eu imagino o paciente sem entender nada o.0. Claro que temos que explicar de uma maneira que o paciente entenda sem maiores complicações, mas saindo desse devaneio, essa é uma 'treta' para clinica médica, para o ano que vem se deus quiser. Agora é minha obrigação como estudante aprender toda essa terminologia que se apresenta.
O autor que vos escreve e a Mora (G. da vizinha)
É engraçado também perante as situações que se apresentam, você estuda a doença e começa a se encaixar nela, por exemplo, Em certo fim de semana fiquei com a garganta inflamada, podia facilmente tatear e sentir meus gânglios inchados e comecei a espirrar muito! Já previa oque vinha pela frente... Então veio segunda e eu fui a aula de parasito com tema de toxoplasmose. Estava com faringite. Revelo para vocês que a gata da vizinha que tem meu lar como sua segunda casa, dormiu comigo. Toda noite que durmo com a janela aberta ela vem e dorme comigo... Oque eu contei a vocês contei pra minha amiga argentina que estava ao meu lado rapidamente no inicio da aula. Pois bem, durante a aula a professora vira e pergunta. Quem tem mais toxo? E o coro de alunos responde. Jovens... 
E qual é o sintoma mais comum? silencio no anfiteatro... Ganglionar responde a professora e continua explicando... Os gânglios mais afetados são os cervicais na garganta seja o par inferior ou o superior. A Toxoplasmose se apresenta muitas vezes como faringite e passa despercebida por vocês... jovens...
E la vou eu levando minhas mãos a garganta e me tateio preocupado, minha amiga nada boba já olha pra mim com um riso malicioso. ''Hola infectado'' >.<
Depois disso eu só piorei e meu nariz virou uma torneira de muco... Caracterizando um resfriado e não toxo, mas será que tenho toxoplasmose?
Poderia coisa tão fofa ser um reservatório de toxoplasma gondii? Sim..

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Lista de Faculdades Públicas de Medicina na Argentina

Oi gente, estava a navegar e me ocorreu a dúvida, quais são as universidades públicas de med na Argentina? Não encontrava em nenhum lugar e queria uma lista com todas! Como não achei nenhuma... Então eu mesmo fiz uma. Ai vocês podem conferir.
Vou organizar as faculdades de medicina por regiões do país começando por nossa querida C.A.B.A.

CIUDAD AUTÓNOMA DE BUENOS AIRES (CAPITAL FEDERAL)
1 - Universidade de Buenos Aires (UBA) Mais info aqui (PDF)
*A UBA possui hospital universitário próprio.

GRAN BUENOS AIRES
2 - Universidad Nacional de La Matanza (UNLAM) (La Matanza)

PROVÍNCIA DE BUENOS AIRES
3 - Universidad Nacional del Sur (UNS) (Bahía Blanca)
4 - Universidad Nacional de La Plata (UNLP) (La Plata)
5 - Universidad Nac. del Centro de la Pcia. de Bs. As. (UNICEN) (Tandil) Mais info aqui
***14- Universidad Nacional de Mar del Plata (UNMDP) Curso de medicina aberto no ano de 2017. (Editado em julho de 2017)***

Região Central.
PROVÍNCIA DE CÓRDOBA
6 - Universidad Nacional de Córdoba (UNC) (Córdoba)
*A UNC possui hospital universitário próprio.

PROVÍNCIA DE SANTA FÉ
7 - Universidad Nacional de Rosario (UNR) (Rosario)
8 - Universidad Nacional del Litoral (UNL) (Santa Fé)

A província de Entre Rios não possui faculdade pública de med...

Região Noroeste.
PROVÍNICA DE TUCUMÁN
9 - Universidad Nacional de Tucumán (UNT) (San Miguel de Tucumán)

As províncias de Catamarca, Santiago del Estero, Jujuy e Salta não possuem faculdade pública de med...  (Fiquei sabendo que estão rolando todos os tramites para que tenha med pública em Salta, mas por enquanto não há.)
Como vocês podem ver a região noroeste (da qual também faz parte La Rioja mais ao sul) só possui a nacional de tucumán, por essa razão muitos jovens argentinos do noroeste são obrigados a migrar pra estudar medicina, a carreira de medicina da unlar é em grande parte formada por estudantes dessa região.

Região Nordeste.
PROVÍNCIA DE CORRIENTES
10 - Universidad Nacional del Nordeste (UNNE) (Corrientes)

As províncias de Misiones, Chaco e Formosa não possuem faculdade pública de med...
A mesma coisa acontece no nordeste, muitos estudantes migram pra Buenos Aires ou pra Região central do país porque o ingresso em Corrientes é bem concorrido e restrito (creio que cento e algo vagas...)

Região do Cuyo.
PROVÍNCIA DE LA RIOJA
11- Universidad Nacional de La Rioja (UNLAR) (La Rioja)
*A UNLAR possui hospital universitário próprio

PROVÍNCIA DE MENDOZA
12 - Universidad Nacional de Cuyo (UNCU) (Mendoza)

As províncias de San Juan e San Luis não possuem faculdade pública de med...

Região Patagônica.
PROVÍNCIA DE RIO NEGRO
13 - Universidad Nacional del Comahue (UNCOMA) (Cipolletti)

As províncias de Neuquen, Chubut, Santa Cruz e Terra do Fogo não possuem faculdade pública de med...

Aqui lhes deixo um mapa com umas estrelas (bem mal feitas no paint por mim rs) Ilustrando a localização geográfica das atuais 13 universidades públicas de med Argentinas.
Muita gente já veio parar nesse blog querendo saber sobre estudar na Argentina porem buscando outras carreiras fora a medicina, pois aqui deixo o site que usei como base pra essa postagem, ele ilustra todas as universidades argentinas, sejam públicas, sejam privadas e todos os cursos disponíveis... Espero que lhes seja útil o link que está aqui.
No futuro eu posso vir a escrever oque eu sei sobre as faculdades de med Argentinas.. Dar uns pitacos sobre minhas impressões... do pouco que sei, mas,  admito... posso escrever semana que vem.. daqui uns anos.. ou nunca.. depende das minhas ganas de faze-lo, rs. A cada dia vou tendo mais contato com pessoas de fora, viajando e sabendo um pouco mais da realidade a nível nacional. Se uma pessoa tem alguma observação ou correção pra fazer ou que queira agregar info por favor comente na postagem para aperfeiçoarmos a informação! Espero que o post lhes seja útil.
Saudações.

domingo, 16 de março de 2014

Prova Final de Anatomia Normal - Parte 2

Antes de eu começar a digitar sobre o dia da prova quero aclarar umas coisas.
Além da pressão de ter que passar existia uma pressão extra. Os professores da cátedra de anatomia.
Na Unlar são 4 os professores titulares que tomam final. O chefe de cátedra. Dr. Jauregui e os titulares Dr. Traverso, Dr. Arce e Dr. Rodriguez. Ambos dão aulas na Nacional de Córdoba e o Jauregui é chefe de cátedra lá também. Por já estarem na universidade há muitos anos e estigmatizarem muitos alunos em finais cada um desenvolveu sua marca registrada nas perguntas em exame final. Atenção vou deixar minha visão, impressão e oque me contaram, ok? Depois não me venham falando. "--Bah Carlos nada a ver oque você escreveu no blog, sem noção total! O Professor não tem nada a ver com oque você disse! Totalmente diferente!'' E coisas assim. Bem, vamos a eles...
-Dr Jauregui. É o manda chuva da parada. Ele é Ginecologista. Então sempre ele acaba enveredando nas perguntas pra especialidade dele... Conto que sempre achei ele parecido com o 'Zé Bonitinho' rs. Sempre barba feita cabelo impecável e vestido bem formal... As vezes ele vem pra um final bem calmo, um pouco compreensível e brincalhão, outras ele vem atacado não sei porque, nesses dias ele acaba com os alunos, é direto e grosseiro nas perguntas e se não sabe uma nem da segunda chance, manda o aluno sumir da frente dele. Se ele estiver muito atacado ele humilha os alunos que não sabem. As vezes faz perguntas bem finas de reprodutor. Como, oque é o veru montanum, ou a válvula de vieussens? Gosta bastante dos músculos da pelve e da fossa poplítea. Pra mim é o pior professor pra se tomar, por causa do temperamento volátil e das perguntas finas.
-Dr. Traverso. É o professor mais bonzinho. Todo aluno medroso(todos os alunos) quer que o professor Traverso tome o exame deles. Ele é Traumatólogo. Quase sempre sereno e calmo. É comum o relato de que ele toma exame final como uma conversa simples ou você lá respondendo as perguntas do final como se fosse um momento muito tenso e que vai determinar sua vida, o telefone dele toca bem nessa hora, ele atende e fala pra você continuar falando todo tranquilão. Se você erra. Ele te dá uma segunda chance, as vezes uma terceira, se você trava ele te ajuda a destravar, deixa o aluno a vontade. Gosta de perguntar sobre músculos, mas sempre passeia sobre muitos temas... Nervoso(foco em plexos), ossos, reprodutor...
Guacho Passeando. Martin.
-Dr. Arce. Quem é velho leitor do blog conhece ele, um dos primeiros posts que fiz foi sobre o Dr. Arce. Figuraça, É Traumatólogo também. Dr. Arce costuma ser bonzinho mas não é tão calmo e compreensivo como o Dr. Traverso. Ele é daqueles que pega leve, mas se o aluno não sabe responder coisas que no julgamento dele ele considera básico, ele começa a fechar o círculo e tornar as coisas mais difíceis, se o aluno vai se enterrando nas próprias perguntas ele dá o tiro de misericórdia fazendo uma pergunta bem fina que ele sabe que o aluno não vai saber responder (sacana né). Ele gosta de perguntar sobre coração e grandes vasos.
-Dr Rodriguez. Não tem especialidade que eu saiba. É clínicão. Tenho uma grande impressão que o Dr. Rodriguez facilita as coisas nos exames para belas mulheres e torna tudo mais difícil pra qualquer rapaz que cair com ele. As vezes ele está brincalhão e se abre, conversa, outras ele é direto e objetivo. É um professor equilibrado. Na morgue ele gosta de sacanear os alunos e deixar eles com dúvida mesmo que eles estejam certos. Aquele famoso e matador, "Tem certeza?" As vezes piora ainda mais as coisas pra o aluno, é preciso ir nele sabendo bem as coisas e estando seguro do que fala. Gosta muito de perguntar Sistema Nervoso, é a marca dele. Gosta também de Renal... Relações do Ureter.
Bem, o exame de anatomia se dá na morgue no hospital de clínicas da unlar e é separado em duas etapas, na primeira que chamamos de morgue, o professor passeia com o aluno pela morgue e vai fazendo perguntas, tem ossos, cadáveres abertos, pedaços mergulhados em vidros de formol, órgãos aqui e acola, cortes de cérebro, de tudo um pouco, (no fim da postagem vou deixar umas fotos da morgue...) e no meio de tudo o professor vai te fazendo perguntas e o aluno tem que responder. Se o aluno é reprovado na morgue, vai embora mais cedo e nem passa pela prova oral. Uma vez aprovado na Morgue o aluno nunca mais volta a fazer esse exame ele vai pra prova oral, se aprovar só alegria.. se reprovar.. quando ele tentar novamente, vai direto pra oral pulando a morgue que já foi aprovada antes.
Os exames tradicionalmente ocorrem as quartas feiras, na segunda feira 2 dias antes, os alunos veteranos ajudantes de anato fazem exposição dos preparados na morgue e convidam os alunos a irem ver oque vão ter que responder caso o professor mande na quarta. Oque estiver na segunda é certeza que vai estar na quarta. As vezes quando a Morgue esta programada pra ser usada justo no dia do exame por outra autoridade no hospital o exame é tomado na universidade só com ossos, sem corpos, isso é muito raro mas de vez em nunca acontece.
Dr. Coscarelli sacaneando o Martin.
Pois então, lembram que eu tinha 10 dias pra estudar depois do final de Saúde 1? E eu não fui porque não me sentia preparado? Huuum Adivinha quem foi tomar? Arce e Traverso! Os mais bonzinhos! Meus amigos que foram aprovaram todos! E os próprios disseram que viriam Jauregui e Rodriguez na outra mesa... Para vai! Os mais tranqueiras e difíceis pra mim! Fazer oque? Além da pressão extra só serviu de mais combustível pra eu estudar como condenado duplo.
Então lá fui eu com uma boa bagagem de conhecimento anatômico na ponta da língua, sabia quase tudo, meus pontos fracos eram pares cranianos, descrição dos 12 completa, (sabia generalidades do o 1°; 2°; 3°; 5°; 7°; 8°; e 10° o resto sabia só o nome e oque inervava bem grosseiramente).  Fui sem saber os músculos e ligamentos da laringe e a segmentação pulmonar o resto eu SABIA TUDO. Tava pronto pra guerra e com sangue nos olhos. Se perguntasse fino par craniano ou oque citei que não sabia eu estaria lascado.
Cheguei no hospital um pouco depois das oito vi o corredor que da na morgue apinhado de alunos que iam render anato e passei em frente a porta olhei pra dentro e vi o Dr. Traverso. Gelei. Baaaah estava o Traverso, minha cabeça deu um nó, comecei a pensar em todos os temas que ele costuma perguntar e sai do 'modo Jauregui'. Fui até um argentino que já estava ali faz tempo e perguntei quem  mais estava. Só o Traverso! Mais ninguém, sonho de todos os alunos mano! Sentei no chão e esperei... Dr. Traverso ia tomar sozinho de mais de 100 alunos, era só esperar que ele não se estressasse com tanta gente. Imagine-se na pele do Dr. Traverso... Tu, um especialista, saindo de Córdoba na terça de madrugada, passando a noite na estrada perdendo uma quarta feira todinha tomando prova de um monte de criancinha sobre o ABC da anatomia, tendo que escutar vários disparates, qualquer um podia despertar a ira dele falando alguma coisa sem cabimento a qualquer momento, sei lá...
Sentado ali no corredor do hospital fiquei a esperar... Acalmar amigos medrosos e ficar repassando alguns temas. E ali decidi fortalecer meus conhecimentos acerca de pares cranianos, quase com certeza pelo menos um iriam me tomar, a mãe dinah da minha consciência me dizia... Repassei com meu amigo o quinto par trigêmeo, não sabia de cor todos os núcleos... O tempo foi passando... Chamavam os alunos por ordem alfabética de sobrenome o meu começa com G até chegar na minha letra se passaram 2 horas e meia.

Enfim me chamaram, ao entrar na Morgue vi que os ajudantes veteranos estavam tomando e o Dr. Traverso estava direto na avaliação oral, Estava perdendo muito tempo tomando ambos e passou a morgue aos ajudantes, como costumava ser antigamente. Então lá fui eu. Conhecia quase todos os ajudantes, Inclusive o Beto ajudante brasileiro gente finíssima que está quase se formando estava lá pegando as assinaturas da prova, depois de assinar dois ajudantes vieram me buscar e me levaram direto pra mesa onde tinha os pedaços de cadáveres abertos. Mostrou uma pelve aberta apontou e disse, -Oque tem ai? Olhei e não vi nada, me aproximei bem.. não via nada só a pelve vazia... Vi que tinha um útero pouca coisa embaixo vi as asas intestinais em cima usei minha visão de superman, quer dizer, fui na indução e disse, -Tem um reto ai. -Sim, e antes do reto? disse o ajudante. -Fundo de saco de Douglas. respondi. -Bem! E oque é o Fundo de Saco de Douglas? -Uma extensão da cavidade peritoneal. -Bem. E isso? Começou a apontar um músculo. Nessa hora eu travei, não me saia o nome do músculo mas eu sabia exatamente quem era. Falei. -Faz parte do piso do triangulo de Scarpa! O ajudante disse que não. e Eu teimei, dizendo que fazia sim com esse músculo e o músculo pectíneo. O Ajudante voltou atrás e concordou comigo, mas eu simplesmente tinha esquecido o nome... Então o outro riu e disse. -Começa com P. Soltei exclamando. -PSOAS ILÍACO! - -Bem. Nessa hora me levaram pra outro cadáver dessa vez com o tórax aberto. Apontaram pra uma tirinha branca que passava do lado do pulmão esquerdo. -Oque é isso. Eu falei todo confiante. -Esse ai você me mostrou a dois anos atrás. É o Pneumogástrico (10° par craniano). O ajudante riu e disse. -Não, não, melhor você olhar e se certificar melhor. Eu fui com as luvas e toquei nele, abri as vísceras e vi que ele descia até o diafragma... Voltei atrás e disse... -É o nervo frênico esquerdo. -Bem. O outro ajudante apontou outro filete branco entre os pulmões... e eu respondi corretamente aquele sim era o Pneumogástrico. Então ele apontou na região do pescoço aberto e perguntou - Oque é isso? Vi aquele livrinho aberto ou escudinho e falei. É a Tireoide.
Coração no dia da visita a Morgue
 Do lado tinha um coração com o começo da aorta. Ele apontou pra aorta e disse. -Oque você vê ai? -O cajado da aorta (ou arco aórtico). Então já sai na frente e comecei a apontar e nomear os três buraquinhos. -Aqui o tronco braquiocefálico, no meio a carótida primitiva (esquerda) e na extremidade a artéria subclávia (esquerda). -Bem -Bem. Já estavam animados com todos meus acertos até ali. Então o primeiro ajudante me disse e perguntou. -Vou fazer uma pergunta que o professor vai te fazer. Quais são os músculos do ombro? Eu falei de cara. -Deltoide. Parei pensei e fui soltando aos poucos. -Redondo maior... Redondo menor...Subescapular... E não sabia mais.. então comecei a pensar na escapula, em todos os acidentes ósseos e onde todos os músculos se incertavam, lembrei das fossas supra e infra espinhosas, falei os dois músculos e matei. Estava aprovado na Morgue!
Me sentei em um extremo da Morgue, em um canto estava o Dr. Traverso a tomar dos alunos... Antes de mim se sentou uma argentina e eu assisti ela sendo reprovada... Ela era do primeiro ano e estava muito nervosa. Ela se sentou e o Dr. começou perguntando sobre o 3° par craniano... Ela disse não saber. Então o Dr. facilitou pedindo pra ela falar sobre qualquer um par... Ela falou quase que sussurrando que não sabia, Então o Dr Traverso perguntou com um tom bem alto e fitando ela seriamente. VOCÊ NÃO SABE NENHUM PAR CRANIANO? E ela balbuciou que não. Ele pediu a livreta reprovou ela e mandou ela voltar pra casa estudar. Chegou minha vez... Um ajudante se sentou atrás pra assistir minha final e o Dr. Traverso me ignorou e conversou com ele, então se virou pra mim, antes de tudo eu estendi a mão, apertei a mão dele e saudei. Ele perguntou como eu ia e eu já disse. -Nervoso. Então ele fez a mesma pergunta a última que fez pra argentina. -Me fala qualquer par craniano. Me surpreendi, escolhi o Nervo trigêmeo um dos mais complicados mas que eu sabia bem. Então comecei a falar que a origem real era nos núcleos somatomotor, somatosensitivo, núcleo do trigêmeo e locus coeruleus. Que em grande parte era sensitivo mas tinha um filete motor. Falei da origem aparente na cara anterior da protuberância, que vinha pelo temporal até a fosita de gasser no penhasco e formava o gânglio de Gasser. Foi então quando dei uma parada pra respirar e o Dr. me perguntou quem eram as ramos terminais. Respondi que eram 3 os Ramos oftálmico, maxilar superior e maxilar inferior, e continuei falando todo recorrido deles por onde passavam.. os orifícíos no esfenoide, enquanto ia falando feito matraca o Dr. virou pro ajudante e falou -Esse menino sabe... Mesmo assim continuei falando e desenvolvendo o trigêmeo por pelo menos mais trinta segundos até terminar no nervo mentoniano. Então o Dr. me perguntou. - Me fala quanto mede o ducto deferente? Respondi de reflexo. 35 a 45cm. -Onde começa e onde termina? - Começa no epidídimo e termina na... comecei a gaguejar e disse que era onde desemboca o conduto ejaculador. O professor me confirmou. Eu não tinha certeza na minha resposta mas ele me deu segurança pra continuar. -E dai? Oque vem? Eu pensei e respondi. -A Uretra. - Bem. O professor olhou minha livreta com a caneta, franziu e disse. -Tu tens um sete. Uma sensação de felicidade brotou em mim ao mesmo tempo em que sentia o peso do mundo sair das minhas costas. Tinha aprovado em anatomia de primeira e com boa nota! Já com a segurança de estar aprovado fui carudo, pedi permissão e perguntei se o Dr. Traverso tinha mesmo um irmão que era poeta, (minha professora de Francês tinha me dito e desde então fiquei muito curioso). Ele ficou surpreso e disse que sim, que o irmão morava na província de Catamarca trabalhava no jornal e era poeta, que toda sua família era de lá e ela tinha vindo estudar em Córdoba medicina e acabou se fixando na cidade. Um irmão poeta... Fico imaginando deve ser diferente rs.
Dr. Coscarelli e Martin.
Enfim estava no terceiro ano de medicina sem mais burocracias, e finalmente tinha liquidado o primeiro ano de medicina. Eu quero aproveitar pra criticar abertamente exames finais orais. São muito injustos. Muitas vezes é sorte mesmo e eu quase nunca tenho embora tive com o Dr. Traverso. Ele me perguntou oque eu sabia, mas e se ele tivesse pedido a segmentação pulmonar? Eu não ia saber e minha nota seria a minima, isso se eu não fosse reprovado... Eu acho injusto porque do povo que aprovou anatomia uma parte mal sabe anatomia, foram sortudos de responderem exatamente oque o professor perguntou a eles. Sem contar pessoas que sabem mais o conteúdo mas não tem sorte nas perguntas e outras que lhes perguntam exatamente oque eles sabem. Ai você tem um C.D.F. com nota 4 e um H.D.P. com 8... É horrível você ficar pra trás injustamente... São perguntas localizadas e sensíveis, enfim eu tive muita sorte embora fosse preparado para o pior. Meus amigos aprovaram todos, mas eu dei uma olhada na ata do exame, o pessoal do primeiro ano... Reprovaram vários.. e isso com o Dr. Traverso que é bonzinho, mal sabe oque lhes espera se cruzar com os outros...
Enfim ai está descrito meu exame de anatomia!

Fotos da Morgue pré exame.
Primeira vez que vi pensava que era um rim





















Polígono de Willis

Nervo Frênico Esquerdo





Esfenoide









Bônus. Exame final de Inglês.
Vou aproveitar e comentar como foi o exame final de Inglês.
Eu não promocionei a matéria, não por falta de conhecimento em Inglês mas justo por errinhos na gramática espanhola, a professora não perdoa nem uma virgula fora do lugar e não gosta que se responda objetivamente e breve, ela gosta que seja exteeenso, claro e com grafia perfeita, e chega a cancelar a questão se falta uma acentuação, fui mal no parcial por errinhos e por isso tive que render final. A prova foi bem simples, me foi dado um texto em inglês eu teria de ler ele e responder as perguntas a desenvolver em castelhano e outras para completar. O texto foi sobre a dengue e bem simples... Revelo que tirei um 8. Porque traduzi 'researchers' para 'pesquisadores', pois a professora cancelou a questão alegando que em castelhano a única  tradução pra essa palavra é 'investigadores'.
Traduzi a palavra 'the pain' para 'la dolor' e dor em castelhano tem gênero masculino (El dolor). Ou seja em inglês é neutro em português feminino e espanhol masculino... Eu heim.. Não importa ela cancelou. O resto a prova ficou impecável... Pelos dois erros ela me deu 8...

Bônus Coscarelli.
Andei conversando com doutor e pedi pra ele fazer videos de anatomia sobre sistema reprodutor e ir mais fundo no sistema nervoso como videos dedicados a via piramidal.
Pra minha surpresa ele me revelou que fez um vídeo sobre reprodutor.. mas subiu uma 'teta' no youtube e tomou um ban de um mês além de ter o vídeo deletado... Por isso ele toca em todos os assuntos menos no reprodutor. Por medo a censura e suas consequências. Ele disse que planeja ter uma página própria onde se livraria da censura e ai ele faria uma sequencia completa de videos incluindo todo o sistema nervoso. Um capo total, nos resta ficar na expectativa.

sexta-feira, 14 de março de 2014

Prova Final de Anatomia Normal - Parte 1

Depois de Saúde I faltava a última matéria do primeiro ano pra finalizar. Anatomia normal.
E eu estava com a corda no pescoço. Por quê?
Na Unlar existe uma norma, pra você cursar o terceiro ano de medicina, além de estar regular nas matérias do segundo ano tem que finalizar as matérias do primeiro ano.
É fato que eu vi gente que está no quarto ano rendendo prova final de matérias de primeiro, que há histórias que basta o aluno finalizar uma matéria anual do primeiro ano, que se pode cursar na condição de condicional até finalizar a matéria... enfim, muitas histórias, porém eu não queria correr o risco queria minha consciência limpa. Esse lance de deixar acumular finais é extremamente nocivo pro aluno, comparo a uma bola de neve. Um exame final não é um exame qualquer, pede todo o conteúdo da matéria e os professores exigem o melhor, pedem o conteúdo fino do aluno e desaprovam sem dó se ele não sabe, aluno que fica 'empurrando' exame final, se não aprovar duas consequências lhe esperam. Ambas catastróficas. A primeira é que quando se termina de cursar a matéria ganha a condição de regular que geralmente dura 2 anos, o aluno tem 2 anos pra finalizar a matéria, vencendo o prazo o aluno tem que recursar. Imagine fulano no quinto ano de medicina tendo que voltar pro terceiro pra recursar... Isso é o fim... E a consequência mais nefasta... Pra começar o internato no sexto ano, tem que pagar todas as finais, umas 50 matérias. Dai imagina um aluno que chega no internato devendo 20 matérias... Com em média 9 mesas no ano pra finalizar... Complica.. Na Unlar são 7085 horas oficiais de curso, mas pode dobrar mais 7000 horas que você vai perder se descabelando estudando pra todos os exames finais acumulados.  Muita gente leva em média 7 anos pra se formar em uma universidade pública argentina graças aos exames finais. Mas dá em 6, é só você ser (super) dedicado!

Enfim, anatomia. Tenho umas confissões a fazer.
-Anatomia foi minha matéria favorita do primeiro ano e gosto de estudar ela.
-Eu regularizei ela com uma base bem sem vergonha de músculos e sistema nervoso.
-Meus planos no fim de 2012 eram. Finalizar Bioquímica primeiro e depois se deliciar com Anatomia, queria eliminar a que não gostava primeiro. Acabou que bioquímica foi bem trabalhosa e mal sobrava tempo pra anatomia já.
Finalizei Saúde e teria 10 dias pra chegar com anatomia. Estudei muuito focando nos meus pontos fracos. Músculos e Sistema Nervoso. Só sosseguei quando sabia reconhecer todos os núcleos do cérebro só de olhar um corte de Charcot, sabia cada nome esquisito do cérebro sua localização&função e entendi todos os plexos raquidianos, seus ramos colaterais e terminais inervando cada músculo somítico do corpo.
Eu já tinha feito duas semanas de aulas particulares de anatomia em dezembro, oque considerei que não me agregou muito conhecimento, foi bom o material alternativo que ganhei (estudar direto de um livro de anatomia por vezes é demasiado bruto) e o fato de estar em contato com ossos humanos e aprender tocando, fora isso aprendizado mesmo não tive muito, aprendi mais estudando sozinho.
Prof. Dr. Leonardo Coscarelli
Sozinho não... devo muito a um sujeito. Leonardo Coscarelli. Pra mim... e pra muitos alunos que estudam anatomia, existem momentos que a informação que o livro, o professor ou qualquer um que te dá não entra... não adianta. Parece outra língua...
Sabe quando falam, Entendeu? Ou quer que eu desenhe? Então o Dr. Coscarelli desenha pra você em anatomia. hahaha.
Natural de Tucumán e residente em La Plata é um professor e médico cirurgião da Universidade Nacional de La Plata, ele generosamente espalha seus conhecimentos na rede com foco na anatomia médica profunda ajudando milhares de estudantes de medicina e também de enfermagem, odonto.. e todas carreiras que tenham que ver com anatomia.
Como os estudantes reconhecem seus videos.
Eu considero ele um popstar latino americano da medicina, toda sua fama graças a sua iniciativa de editar videos e subir eles no youtube brindando informações valiosas de anatomia pra qualquer um. O Canal de videos dele esta aqui. Eu tenho uns 4gb de videos dele... Inclusive eu sigo o blog dele ta na coluna ai do lado >. A Explicação e ilustração do Dr. Coscarelli é muito boa e ajuda muito a complementar os estudos com o livro do lado. Muita gente reconhece os videos dele com essa apresentação ou com o Martin no final, falando no Martin vou inundar o post de imagens dele. Eu tenho o luxo de ter o Dr. Coscarelli como amigo no facebook, peguei as fotos todas do acervo pessoal dele, se ele vetar eu retiro se ele deixar fica aqui pra sempre! rs.
Como os estudantes reconhecem os seus videos 2. Martin!
Acabou que 10 dias acabaram sendo curtos pra tanto músculo e nervo, chegou o dia da prova e eu não me sentia seguro por não ter repassado Sistema Reprodutor e exame final você tem que saber tudo na ponta da língua. Eu sabia que teria que saber bem reprodutor porque dos 4 professores titulares da catedra de anato, 2 gostavam muito de perguntar desse tema por serem médicos especialistas nessa região. É complicado... eu sabia das coisas só não sabia a ponto de reproduzir elas, por exemplo..
Martin
Quando é múltipla escolha você pode não saber na ponta da língua mas ao ler a resposta você sabe oque é certo e oque é errado, agora quando é pra desenvolver escrevendo é bem mais complicado, oral então.. você falar ali na frente do professor, é pior ainda!
Decidi não me arriscar e tentar na outra mesa, teria mais 21 dias pra estudar... e Tome mate, prepare os livros e assista horas de Coscarelli! Conto que se não fosse a pressão por passar tudo seria muito prazeroso! Foi bom estudar anatomia rever várias coisas e aprender coisas novas rever minuciosamente o menor detalhe e repetir repetir repetir... Na Anatomia eu confesso... Tem coisas que não adianta, além de aprender tem que memorizar.
Então depois de quase um mês estudando todos os dias muuito e exclusivamente anato... O desenvolvimento de uma bela Gastrite por se preocupar mais com conhecimento do que com barriga e comer lanches, chegou o dia da prova.
Continuo em outro post. =*

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Final de Saúde Pública I

Chegou dezembro de 2013 com ciclo letivo já finalizado e matérias do segundo regularizadas \o/ era a hora de finalizar matérias, época de finais!
Graças ao meu enorme atraso com química biológica tinha que correr atrás e tirar Salud Pública 1 e Anatomia do primeiro ano ainda!
Comecei a me preparar para ambas, mas com anatomia ocorreram alguns problemas administrativos falta de entendimento entre professores e universidade com as datas... Acabou que eu parti pra Salud...
Comecei a me preparar.. Salud Pública é uma matéria bem leve... É uma matéria quadrimestral e não anual. Mesmo assim por vezes pode ser um pouco trabalhosa como foi para mim. Pra estudar eu me guiei pelo resumo da minha companheira de turma brasileira a Bruna. Que tinha ido bem no meio do ano(Ela havia rendido Salud já) e tinha a síntese de tudo. Todos os dias eu lia o resumo que abordava todos os temas. E nos últimos passei a me juntar com o pessoal e ficávamos a repetir e perguntar um ao outro as perguntas e temas, já que o exame é 100% oral.
Muitos amigos me falaram da importância de decorar todo o conteúdo e ter na ponta da língua pra evitar problemas, mas eu como sou teimoso decidi fazer do meu modo e explicar com minhas palavras, não me preocupava em decorar, não acho que vou aprender decorando, mas sim entendendo.
No dia do exame se apresentaram uns 120 alunos pra render e só uma professora tomou de todos, a titular da catedra, Dra. Beltramo. Como era só ela que tomava de três em três... O exame começou oficialmente as 15h mas eu só fui chamado lá pras 19h, fazia um calor insuportável no dia como de costume pra La Rioja em dezembro. Desci pelo anfiteatro e sentei em uma ponta, um amigo meu em outra e uma menina no meio. Logo de inicio uma outra professora que acompanhava a Dra. Beltramo na avaliação me perguntou oque era Atenção primaria à saúde. Meu estado de nervos era tal que eu comecei a explicar sobre Prevenção Primária à Saúde. Ao começar a falar sobre promoção e prevenção, friamente a professora me cortou e jogou a pergunta pra menina ao meu lado, que explicou corretamente oque era APS. Era uma rodada de perguntas pra cada um e na falha de um passava-se a outro. Então a Dra. Beltramo virou pra mim e me perguntou quais eram os componentes programáticos de APS. Respondi uns 3 a muito custo, era coisa de memorização, meu fraco... No terceiro componente ela passou adiante pra meu amigo. Na outra rodada de perguntas ela me pediu pra enunciar os componentes estratégicos de APS. Novamente... memorização. Fiquei uns 5 minutos buscando na minha cabeça coisas idiotas como.
1-Atenção total de saúde.
2-articulação de inter-setores.
3- Participação social. Enfim coisas vagas que não sabia dizer em ordem.
Depois de 5 minutos engasgando me rendi e disse. 'Não sei'. A Dra. Beltramo não gostou nada da minha sinceridade e franqueza de entregar os pontos. E a profe acompanhante disse que se eu não soubesse não poderia aprovar. Na mesma hora eu entreguei os pontos e levantei da mesa central, porém não sai, sentei atrás e continuei acompanhando o exame. Aos trancos e barrancos vi meus companheiros com uma forte sensação de aprovação. Quando eles terminaram eu voltei pra mesa central e disse que não estava ali para memorizar coisas e pedi conselhos pra estudar de algo mais além da apostila de Saúde Pública 1. Queria aprender entendendo e não memorizando como sentia que todos o faziam. A professora foi ríspida e mandou eu ir até a biblioteca. Eu insisti querendo algo mais interativo, algum vídeo, documentário, exemplo de algo. Ela desceu mais o tom e disse que aquilo ali não era escolinha com videozinhos. Então eu disse na mesa que lia as coisas que ela me pediu como as listas a decorar de APS e disse. "As informações ingressam por um olho e saem pelo outro, porque eu não memorizo". Todos na mesa, a professora ajudante e os alunos ajudantes riram do meu comentário. A Profe. Beltramo me respondeu seco. "Então leia 10 vezes..." Nas entrelinhas... "Memorize seu idiota". Sai desaprovado e triste, ali ficou claro, outro final que vou ter que memorizar, e isso era um saco.
Voltei pro Brasil sem finalizar nada. Mas... entrei no espirito das férias! Fui pra praia no litoral sul paulista, surfava todos os dias, pra quem vive na montanha no interiorzão sem mar... é horrível, é uma das coisas que mais sinto falta vivendo na Argentina... do mar. Então minha vida se converteu a acordar cedo, olhar o mar, surfar, voltar pra casa pouco antes do meio dia. Comer e estudar de tarde sem pressão e tranquilo Saúde Pública 1 e retornar la pelas 16h pra surfar novamente até as 20h! Comer e dormir logo cedo. E assim por dias.
Já de volta na Argentina há alguns dias comecei a estudar intensamente Saúde Pública, era como rezar, repetia as coisas por horas, gravei no celular todo o conteúdo e ficava a cozinhar, saia pra resolver as coisas com o fone no ouvido e repetindo mentalmente, cheguei ao ponto de dormir e deixar minhas gravações tocando a noite toda na expectativa do meu subconsciente absorver aquele conteúdo chato, pescava temas recorrentes na internet e assim fui render logo na primeira mesa de fevereiro. No dia... chegando lá... Haviam somente 20 alunos e mais de 7 professoras para nos tomar, uma maravilha, comparando com dezembro pois são poucos os alunos que se animam a interromper suas férias tão cedo pra voltar de suas províncias ou no meu caso país e ficar à estudar exclusivamente para finais.
Entrei eu e uma menina e nos sentamos frente a uma professora que eu até então nunca havia visto na minha vida. Era branca porem com a pele azeitonada como a de um europeu do mediterrâneo, de meia idade, cabelos lisos a altura dos ombros e castanhos, voz calma e olhar analítico e severo. Logo de inicio não conseguia controlar meu nervosismo em terminar logo com aquele exame e deixar essa matéria pra trás. Ao me ver tenso ela me questionou se estava tudo bem comigo, sem falar eu tomei suas mãos com as minhas e levei ao meu peito, meu coração palpitava parecia que ia explodir de nervosismo, rs. Frente a isso ela entendeu e perguntou se era a primeira vez que eu rendia, e eu disse não que era a segunda. Ao ouvir isso ela me olhou serio, como se aquilo fosse muito sério. E começou a ver minha livreta universitária com toda minha história acadêmica até então. Ao ver a quantidade de  notas 2 e reprovados todos de química ela exclamou e perguntou como que eu ainda fazia medicina com tantos desaprovados! Eu olhei rapidamente pra trás, dentro de mim, minha trajetória e respondi, "mas não abandono mesmo!" E expliquei que a professora de química tinha brigado comigo e blá blá blá. (Quem lê o blog manja dessa peleia).
Então expliquei que tinha reprovado por causa de APS. E ai ela começou me perguntando justamente por APS, a primeira pergunta que me fizeram no exame final anterior. Eu dei a definição memorizada. E ela começou a me questionar oque eram as coisas que eu estava falando, como que desmembrando o conceito. E eu comecei a explicar tudo, e de toda explicação minha ela ia tirando mais perguntas como que usando minhas próprias respostas contra mim. Por exemplo, um dos objetivos programáticos de Aps é 'Eliminar Patologias Prevalentes', pois a professora me parava fazia e perguntava, Oque é uma patologia prevalente? (...) Agora dê exemplos de patologias prevalentes presentes em La Rioja. (...) Dengue, e qual é o agente etiológico dessa doença e que tipo de ação se deve fazer comunitariamente pra se prevenir?(...) e assim ia.,  Logo percebi o jogo perigoso que estava metido e controlei bem as palavras, e parte de mim ficou feliz... Aquela professora não aceitava memorização e desmembrava as respostas em conceitos, ela queria a resposta de quem entendesse e não de quem memorizasse. Era das minhas! Respondi corretamente e consegui sair das perguntas complicadas dela, ela passou para a menina que também sabia tudo memorizado mas logo se perdeu, pois parecia que não tinha entendido os conceitos da matéria. Eu quis responder por ela, mas a professora me interrompeu e disse pra não interferir. Fiquei quietinho e já ensaiava as respostas na minha mente caso ela jogasse as bombas pra mim responder. Na segunda rodada ela me perguntou sobre os níveis de prevenção. E eu dei uma breve explicada sobre a história natural da doença Leavel e Clark, que era uma ferramenta pra auxiliar a medicina, dos níveis pré patogênico e patogênico. E comecei indo pela prevenção primaria, tudo ia a mil maravilhas até ela me interromper e querer a definição exata, eu expliquei tudo pra ela de 1°aria de frente pra trás e ao revés, mas não entenda que definição exata ela queria, e ia falando e falando e saturando a paciência da professora que começou a criticar a mim e a menina. Até que eu soltei. "Promoção e prevenção". Era isso essa definição exata que ela queria... ok seguimos em frente. Eu ia explicando e ela ia me parando e pedindo pra mim aprofundar no tema, dar exemplos de realidades preventivas vividas na província e deixava eu seguir em frente.
História Natural da Doença e Níveis de Prevenção

 Virando para a menina, ela perguntou sobre epidemiologia, a menina respondeu certíssimo, memorizada a resposta, impecável eu diria. Então a professora começou a desfiar o tema ia pedindo explicações e trazia a tona pra nossa realidade vivida na província, pedia exemplos de tudo e correlacionava matéria&realidade, e a menina não sabia responder, exceto os conceitos memorizados. A menina parou completamente no método epidemiológico. Depois de 10 minutos parada a professora jogou a bomba pra mim, respondi bem, então expliquei a diferença de epidemiologia clínica e de terreno. Travei quando a professora me pediu pra descrever o método clínico, eu não tinha estudado isso pra lembrar ali... A essa altura todos já tinham ido embora e já íamos pra mais de 40 minutos de exame. Eu não sabia explicar e a professora queria a definição da apostila da catedra, os nove itens... Ferrou. Ela queria desaprovar nós dois! Então ela deu uma ultima chance pra menina e voltou pra APS. A menina respondeu de memoria os componentes estratégicos. Então a professora pediu pra desenvolver pelo menos um componente e explicar bem. Nenhuma explicação convenceu ela e ela reprovou a menina alegando que ela não sabia o básico. Veio a bomba pra mim, desenvolver um tema dos componentes. Eu escolhi 'Articulação Intersetorial' Falei da importância do governo como um todo, que por exemplo o ministério da saúde dependia do da economia para o repasse de dinheiro que era importante a articulação inter setores e blá blá blá. Então a professora me catapultou dai e me jogou em um centro de saúde, pediu pra eu explicar o tema de articulação inter setorial em uma unidade básica de saúde, um postinho. Me virei nos 30 e expliquei que pra fazer o posto se levava em conta fatores e setores, demográficos, geográficos, técnico administrativos e sanitários, da importância do centro de saúde pra comunidade e sua inter relação e blá blá blá. Então a professora me parou e disse, "antes você mencionou educação, me explica oque a educação tem a ver ai no meio...". Eu desmenti ela, em nenhum momento falei de educação, ela disse que sim e eu disse que não, tinha certeza, sabia bem oque eu estava falando. A professora agarrou tudo e disse que não dava mais que não sabíamos das coisas, se irritou comigo! Eu segurei no pulso dela de pé e pedi pra ela se sentar novamente, peguei um papel e desenhei pra ela explicando tudo e inclusive inventando qualquer coisa que viesse sobre educação pra satisfaze-la e não me ferrar. Ela parou fez eu re-explicar todos os fatores e articulações que mencionei antes e se deu por satisfeita. Se levantou novamente com cara feia. Uma hora de exame havia passado todas as outras professoras nos esperavam já. Antes dela ir eu pedi desculpas por qualquer inconveniente que podia ter gerado e expliquei que estava em um estado de nervos e sob forte pressão gerada por mim mesmo e por toda a situação ali. Ela compreendeu e se foi. Eu sai da sala e em seguida o ajudante me chamou e entregou minha libreta. Lá estava. Um quatro '4'. a nota minima pra aprovar, que representa 60%. Ok né. Estava feliz, Menos uma! Ufa.